quinta-feira, 28 de junho de 2012

zum

procura estar sozinha
sem nenhuma fantasia
sem confete ou serpentina
mas eis que repentina
cai uma chuva fina
aguçando a musculatura mais intima
dentro da calma da marcha
vai de encontro às beiras às quinas
todo encanto é um abismo.
foi dar manejo na razão,
escutou um cor ação
sussurando como as folhas vindas
em embalo com o clima
deu adeus aquela menina
todo balanço é um amanso
como sino dobrando
o vestido da senhora
sentada no banco da igreja
naquela pracinha.




sábado, 16 de junho de 2012


com calos nos pés
inchou, inchou, inchou...

condensou na janela do avião,
crescente lá fora o sorriso brilhante de adeus.

ser tão, cala e sente.
inchou, inchou, inchou...
só as nuvens puderam saber.
na pela tanta secura,
na alma tantas alturas.