quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

pas plus qu'un jour





o filme tá feito, ou quase. essa coisa de fazer filme tem vários finais. e vários começos. um dos começos já foi até postado aqui em forma de carta. era a semente, a vontade, a história já tomando encontro com o outro, esse aí ao meu lado. e nesse começo questionava mesmo um título, já no começo a gente quer dar nome às coisas. essa coisa de aludir que tanto clarice falava. e o mais engraçado é que de tantas voltas, o primeiro nome é o que ficou. difícil a tradução para o português: não mais que um dia, um dia apenas, apenas um dia, somente um dia, ou...em francês parece dar outra idéia porque esse "pas plus" é muito referencial, corriqueiro; eles têm mania de botar o não em tudo, mesmo pra dizer que é bom. e o plus é mais, mas também pode ser menos. nesse ponto, tem concordância com o português, como "nunca mais", e até no caso aqui "não mais". só que parece mais pesado em português, por não ser tão usual. enfim, fica a reflexão. faço esse comentário aqui como um diário de bordo que nunca teve lugar. difíceis escolhas, como a de atuar no filme por exemplo. atuar e dirigir é difícil. se colocar assim, entrar numa postura, incarnar os gestos. é uma apropriação muito grande de uma coisa q não quero dar nome. a dificuldade, ou a resistência tamanha em escrever um roteiro, ou um roteiro dentro das normas. e depois as dificuldades no pós-operatório, o problema de cores, o problema de captação de som... tudo valendo muito como exercício. confesso que fiquei bem feliz depois... por outro lado, a convivência com a equipe, em todas as etapas, o envolvimento de cada um... só isso já fez valer a pena fazer esse curta. capturei uns frames do filme pra postar aqui, queria contar, dessa forma meio sem estilo, mas queria contar... quando terminar mesmo eu mostro pra vocês. este post vai pro jonas waks, o companheiro que dividiu o quadro aí comigo.