sexta-feira, 28 de novembro de 2008

1.

À noite encosto embaixo do sonho

E uma asa noturna me lambe

Sei de formigas tentando fazer caminhos diferentes

Mas elas nunca se chocam.

Porque atrás da noite o olho enxerga.

As águas conversam amores.

E pedra lacrimeja e entorta.

A pedra discursa água e vice-versa.

O pé do tempo é um encanto.

Eu caio de folha, e caio de folha nova.

Minha folha é de vento, mas ela tem peso

De bicho antigo,

Sou folha-de-vento com vertigens

Pra espreguiçamento de bicho.

Tenho um silêncio que inseta em mim

E pica atrás do dia.

Amanheço laranja.