sábado, 27 de setembro de 2008

vaganova

estou escutando o som de uma história.
uma grama verde, um sol,
uma vontade de rir e abraçar e
navegar nas estrelas.

porque é bom abraçar
um céu de estrelas e escrever palavras
como se fossem ditas
para alguém que não existe
mas existem

dentro deste coraçào
a orquestra já começou
sua explosào de novas..
de novas velhas imensidões.

os amores são vãos
mas nunca vazios.



ainda ouço aquela voz,
aquela melodia.
e queria poder tocar no seu corpo
minha vontade de andar, de amar e de viver.



eu pulo alto
eu vejo o rio correndo lá embaixo
e peço pra ele levar um recado meu:
meu enredo pertence aos mundos,
e no meu coração cabe todas as cores.


não leio jornal,
nem aplico meu tempo em bolsos e distâncias.

repito. apito. despisto.

mas sigo.
não conheço o poeta cego,
nem o poeta amado, nem o poeta torto,
mas conheço o poeta vivo.


portão da vida.

a vontade anda,
navega e abraça.
o amor da vontade ri, chora e brinca.

assim sinto melhor viajar.
mas meu peito ainda apita
às vezes dou corda pra sentir seu calor
e poder chorar de saudade.
é bom ter lembrança.



não quero escrever bonito nem complexo
vou cuspindo.

hoje, faço versos vândalos.


ontem, anteontem, e quando.
où et quand?
eu brinco de chorar também.

hoje e ontem e anteontem.
antes era bom.

agora, não sei mais.
vou deixar meus pensamentos para o senhor depois:

eles conversam comigo assim:

Toquem me façam dançar
(Façam meu corpo dançar)
Por isto toquem a música bem alto
Façam o tempo passar
(Façam o tempo parar)
Parar passar parar passar
Passar parar parar passar


eu passo e paro:
entre isso há tanta coisa.
vejam as estrelas.