terça-feira, 23 de setembro de 2008

a fé anda devagar

eu confio na minha fé.
eu confio nela.
com um fio vou tecendo minha casa.
com janelas vou colhendo cantos e flores e loucos.
minha fé confia em mim,
vou conzinha-lá em óleo de jasmim,
vou escrever em árabe, japonês, francês
e provavelmente em língua enrolada em coração de amor.
gente, minha fé é cheia de esconnderijos de gentes.
hoje mesmo encontrei uma gente que está num buraquinho dela.
ela vinha andando euforicamente na minha direção, bem vestida,
bem empregada provavelmente e com aflição. passou perto de mim e
com raiva jogou sua revista Time em frente ao meu pé. Ela jogou
sua falta de tempo de mim.
Minha fé lhe deseja passos largos
e deseja também que ela perca sua estação de metrô.

eu tenho parafusos horários.
e posso dizer que o tempo é dorminhoco
e ele não faz nada quando não quer.
então,

atenção. não jogue suas lágrimas, nem suas risadas no chão.

aperte um botào. faça o relógio parar por um minuto
e ops... parei de funcionar. até breve.