segunda-feira, 18 de agosto de 2008

nunca é azul
quando no meu leito
é sul e os ventos sopram
em outra direção...
o sonho se veste de roxo,

a polpa de tanto azul
nevoado e afagos desencontrados.
um monte de amor lilás que não pude entregar
por falta de céu habitante.
eu nào quero mais o tanto...
só quero um bocadinho de céu
com um verdinho do lado e uns pontinhos pretos.
em um dos pontinhos tem um abraço laranja,
um sorriso - que quando mais você chega perto,
mais infinito ele parece, e um olhar de um amigo desconhecido.


eu não quero mais conhecer.
não quero tanto. estou me
dissolvendo, e esses rostos também...
e esses braços, abraços e excessos.


eu me cesso,
neste amor que eu invento tanto
que eu brinco tanto sozinha
que eu partilho com meu céu de boneca-andarilha
eu me cesso neste movimento de bailarina

num chão de nuvens, esquecendo olhares-amores.

não precisarei mais.

eu vou.