terça-feira, 15 de julho de 2008

condução

meu coração precisou sair à procura,

e pulou a janela.


minhas lágrimas precisavam dançar,

tinha uma escada. correndo os degraus.
um dois três.... rápido.


não tinha ninguém pra segurá-las.





morte súbita. durante dias.



e o coração fugiu às escuras noites e noites.


um século de olhares perdidos na minha cama desde então.


os cavalos puxam, enlouquecidos,
...

o que, meu deus?

vai

eu queria escrever, mas estou rouca.
eu quis ouvir aquela canção, mas.
eu não quero cantar sozinha.
só, que, quero poder estar só com você.
quero estar só, eu e você. eu, aqui, sob um sol qualquer,
e um livro de alguém que gostaria muito ter conhecido.
e o seu silêncio me aceita?



podemos perguntar ao mar. mas,
as cores nos confundem. ou só a mim?por que eu finjo
que entendo o que quero dizer? mas,


eu entendo,
só depois... bem depois. depois do depois
do momento que virei a esquina e descansei
na ilusão de não ser vista por ninguém.
não gosto de chorar na frente dos outros
quando não.... não o que?


eu falo, falo, falo,

fálico.
eu quero comer antes de ter vontade.
pra ter certeza do gosto.




porque eu quase sempre desconfio,
mas eu gosto tanto de inventar histórias.

então, me empresta este fio,

e me mostra a direção.