segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

o longe é tão perto nessa língua que me enrola
em hábitos estrangeiros, um travesseiro com
conforto de ausência. minha novela é vaga, escrita com folhas vermelhas
caídas de um céu desabitado. sou um anjo caído e tenho minhas dúvidas também.
não conheço atalhos, mas perfuro o desconcerto. as ruas e suas vírgulas,
os homens e seus encantos, seus pontos de intersecção. o homem
e sua magma distância do gesto encarnado, parece tudo silêncio,
mas é plena exatidão. o chão que caminho com asas no olhar e
silêncio no coração.