segunda-feira, 30 de junho de 2008

estridentros

ecoa. um giro neste espaço do entre-dentro/dentre. os dentes estão afiando para colher palavras nos ventos, nas nuvens, nos olhares e nos tocares. ontem, doeu adormecido. e enquanto hoje chorei um banho. estou deixando.
um instante:
fui passear nas possibilidades...
queria fazer um discurso de beijos e abraços/ está aceito: escolha.
"a incrível possibilidade das escolhas se escolherem e serem propriedades de um caso chamado vida".
por favor, vamos marcar este espaço com nossas risadas e gritar para si "não esquecer de sin ser".
e depois, um tropeço para se esquecer no abandono de um canto, entre paredes (soa o longe de um pássaro invisível), e somente um prego solitário sustenta uma eternidade onipresente do lar.
vou depositar uma carta para mim, para que depois o outro leia o que eu em tempestade escrevi e esqueci. (mas para você que sabe que é você: não me engane).

tento novamente. volto ao começo:
o discurso inicia com um beijo desfocado num lugar amarelo.

e depois, voltaria no tempo,
onde comi todas as palavras que eu conhecia e daí virei bicho de gente.

e, mesmo como todas as janelas abertas,
escurece.



... e a velha a fiar.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

voamentos

eu como olhos.
eu cheiro os sentidos.
um dia eu passeei lá no hoje.
e ontem,
as formigas me comeram.
atrás das minhas cortinas de flores
e insetos, o amor do pensamento
funciona como sol.
os motores caminham no absurdo
e o lar me aprisiona na liberdade de brincar.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

caminho enquanto formiga
dentro de uma pensamento
de estar formiga..
pra lá e pra cá
sem destino
elas nao param de trabalhar
na leveza de uma missao de amor
reconciliado, desenfreado e nao-financeiro:
é o exercicio da fé com andor.

terça-feira, 10 de junho de 2008

um manto oceânico me cobre:
ondas de cobre,
com essa densitude
me larvam:
ondas vulcânicas
peso-pesado
de aura amarela e prata.
pra onde vai o enredo de tanto sentimento?

domingo, 8 de junho de 2008

hoje eu não sei
o dia não sabe de sua brancura
e não conhece o tamanho de sua fome
minha cama ainda acende em abraços
memórialarga de um afago saudoso
alargando minha capacidade de se emocionar
vôo em azul e lilás...
mas aonde está o laranja do seu olhar?
o dia em encontro de música e olhar.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

filosofia de ontem


"na base do topo mora a esfinge.
o segredo está em experimentar
com a boca limpa de esquecimento
e verter o sabor insípido do presente intempestivo.
Invertendo os ângulos e não parando
nas travas e arestas,
contorna-se o falso esgotamento do tempo.
E o espaço é fecundado.
Quando é-se, as rachaduras se integram e se formalizam.
Onde há pensamento há vida."