quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

suave distância


me sinto sempre ensemble,
voz unívoca de mundos extra-ngéres,
rangem cores absolutas no vazio da minha
persistência. sim, o que persiste se cala, dá
voz ao silêncio. surdo e louco, oco.
suave distância doux,
açúcar na escuridão.
a chuva se cansou de mim,
a cultura posta à mesa,
ao sabor dos desgostos,
ça... c'est possible.
olhar pro vagão das diferenças,
acordando o repouso da massa:
entropia: -------------- vão.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

o longe é tão perto nessa língua que me enrola
em hábitos estrangeiros, um travesseiro com
conforto de ausência. minha novela é vaga, escrita com folhas vermelhas
caídas de um céu desabitado. sou um anjo caído e tenho minhas dúvidas também.
não conheço atalhos, mas perfuro o desconcerto. as ruas e suas vírgulas,
os homens e seus encantos, seus pontos de intersecção. o homem
e sua magma distância do gesto encarnado, parece tudo silêncio,
mas é plena exatidão. o chão que caminho com asas no olhar e
silêncio no coração.