terça-feira, 18 de setembro de 2007

vermelhos

eu sonhei com o cheiro da mata.
eu dormi acordando em outro lugar.
eu esperei chegando em você.
eu iluminei enquanto.
enquanto ainda é tempo.
ainda bem que descobri isso há tempo.
vamos chamar o vento.
siga em frente.
vermelho.

você é o enquanto que venta em mim
e não diz quando.
na rua, um outro lugar esperando dois chegar.
o outro todo iluminado segue em frente em sinfonia;
dorme-acorda da cidade mata-mata-cheiro-verde-de.
de-para quase é.
siga em frente diz o cartaz. eu digo siga. vermelho.
volta. dê a volta e siga quando ainda é enquanto.
ver melhor.
"o que me faz eu é essa decisão de ser quando separado do ser,o ser sem ser, o ser isso que nada deve ao ser, que recebe seu poder de recusa do ser, o absolutamente "desnaturado", o absolutamente separado,isto é, o absolutamente absoluto." (maurice blanchot)

temtemtem

na minha mãotem um desejocontramãosolidãona ação temuma posse sem chãoobsessãoincompreensãomas tem um desejome pegame cheirame achaque corro.desilusão.

perfurando os limites.construção diária que não sedeixa cegar irradia bem pra ládo entendimento coisas que nem sempresão ditas agora mas um dia sãoe são elas são elas são a luz a intenção o gesto de entrarsem pedir licença sem nunca entender quem é o outroo outro se não eu. eu se não o outroquem somos então?

outroquem.
ensomostão.