quinta-feira, 19 de julho de 2007

nada em alguém

aérea.
hoje eu não quero ser nada
pra ninguém.
mas eu fui.
partículas de grão.
tudo se reuniu
em culto ecumênico
pra celebrar a voz do amor em mim.
me drama,
me chama
de areia viro mar
pra te transformar.

o passado me dissolve
sem tentação.
colho conchinhas no ar,
jasmim, camomila...
plantação.
colheita de ares sem glamour
sonhos que se alteram a cada
passo no chão.
chão.
estou aqui.
tanto aqui para todos os lugares.
presença de ausência
para corporificar
o gesto de amar.

um senhor de barba antiga
passou por mim


(instantes depois)
uma mãe e uma filha

(sem tempo)
estou parada. sem acentos.
sem gravidade.
só observação.