quarta-feira, 11 de abril de 2018

ontem me enfiei na croca.
quando vi, já tava dentro dela.
o tempo já era zigue-zague.
e eu mera espectadora da experiência crocante.
a croca também pode ser chamada de quebrada.
era também o lugar e o caminho da juventude pra se chegar
a um estado de não-proibição.
só que na quebrada não pode mesmo, a gente faz no escuro.
na croca você não sabe o que pode e que não pode.
resultado labirintico na condução dos processos.
quando se pode e não pode o tempo ziguezaguea,
perde-se referência, parametro, diretriz.
opa, eu posso e não posso, então nada posso
porque não sei o que se pode poder. 

sábado, 10 de fevereiro de 2018

os ossos estão se reciclando.
a poeira sobe. fecha a glote.
que lugar apertado, por que as janelas são tão pequenas.
Por que as calçadas são tão pequenas.
porque.
os ossos se esticam pra caber.
porque a poeira subiu e o espaço sobrou.
dobra este lugar pra caber.
porque.
que sobrado elegante, por que as janelas são tão pequenas.
por que os ossos são são tão duros.
a poeira desce pra caber nas calçadas.
os ossos marcam uma presença no chão.
por que a presença dobra um lugar elegante.
por que esse tempo não sobrou de janelas.
porque.
a glote estica o pequeno.
GLO.....TE.

domingo, 22 de janeiro de 2017

chapéu

dentro bem dentro do castelo tem um floresta.
dentro bem dentro da floresta tem um céu.
dentro bem dentro desse céu mora um tesouro.
dentro bem dentro desse tesouro tem um eco.
dentro bem dentro desse eco tem um oco.
dentro bem dentro desse oco tem uma vontade.
dentro bem dentro da vontade tem a vontade.
a vontade bem dentro da vontade tem eu.
eu bem dentro do eu tem nós.
nós lá no fundo de nós tem eu e você.
e juntando isso tudo tem história.
e dentro bem dentro de cada história tem ligação.
cada ligação tem verdade e mentira. mentira e verdade.
bem dentro de cada mentira, tem verdade.
lá no fundo de cada verdade, tem mentira.
porque tem ligação com nós, com história, com céu,
com floresta, com eco. e o oco.
o eco do oco. ou o oco do eco.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

vagarosa.
a rosa.
abracou o vento,
encolheu.
náo h[a gesto mais natal
que recolher.
cada petala que voou
mas o talo nao secou/
vagarosa.
o vago instante.
olhou/
vagamente talhou
um tempo.
e a cada gesto de caule
caudaloso acontecimento.

sábado, 7 de novembro de 2015

pueril. avalanche. terremoto. arrasto, descasco, amasso.
sem descanso. balanço. avanço.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015


pra palavra virar ato. pro ato virar gesto. pro gesto virar memória.
pra memória virar registro. pro registro virar arquivo. pro arquivo
virar papel. pro papel virar folha. pra folha virar vento. pro vento virar
o tempo. pro tempo virar. pra virar o tempo eu tento virar o que o tempo
vira.